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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mamom – o deus deste mundo


Estamos em um mundo onde muitas vezes valemos o que vestimos ou o que temos. Se meu carro é bom, sou bem tratado em um restaurante. Se meu cargo é alto, aí então tenho influência nos lugares onde estou. Vale o que eu tenho, o que eu posso e não o que eu sou.
Não digo que não podemos ter bens ou poder, 
mas estas coisas servem pra quê?
 Para nos servir ou nós que as servimos?
A única coisa na bíblia que é considerada como deus é o dinheiro. Não se pode servir a dois senhores como diz em Meteus 6, a Deus ou a Mamom (O deus do dinheiro). Quando vemos as palavras graça, misericórdia, etc temos na bíblia cerca de mil palavras. Quando vemos a palavra dinheiro e variações temos mais de três mil palavras. Jesus falou sobre o dinheiro 90 vezes no NT. Dos 107 versículos do Sermão do Monte, 22 referem-se a dinheiro, e 24 das 49 parábolas de Jesus mencionam dinheiro.
Qualquer pessoa agora poderia me dizer que Jesus ou a bíblia nos diria para dar o dízimo ou coisa assim. Na verdade, o que a bíblia trata não é sobre isto, mas sobre o que me domina. Eu sirvo a Mamom ou o dinheiro me serve?
Meu carro me serve para me levar onde eu quero ir
 ou eu só vou onde meu carro pode ir?
Damos muito pouco valor às pessoas e muito valor às coisas. Quanto tempo eu gasto jogando meu video-game, ou lavando meu carro, ou fazendo compras, e quanto tempo eu gasto doando meu tempo pra ajudar as pessoas.
Ontem tive uma experiência que mais uma vez me marcou porque uma pessoa me chamou na rua pra pedir esmola e eu nem olhei pro lado, simplesmente ignorei a pessoa. Estava cheio de coisas pra fazer, tinha muitas preocupações, e aquele ser sujo e indesejável era repugnante demais pra tomar o meu tempo, afinal eu tinha contas pra pagar, coisas pra fazer, jogos pra assistir, etc.
Me esqueci que aquela pessoa também é alvo do amor de Deus assim como eu. E a vida dela vale mais do que o mundo inteiro. Esqueço-me do que a bíblia diz. Mas o diabo sabe bem.
Lembro-me de um endemoniado geraseno que se deparou com Jesus. Jesus se importava com as pessoas, enxergava-as, não olhava para o material. Aquele homem que não tinha nada, nem bens, nem família, um mendigo, ao falar com Jesus, diz ser uma legião de demônios. Uma legião de soldados romanos naquela época eram cerca de dois mil soldados. Os primeiros eram os 300 (quem já viu o filme?), o proximo batalhão eram os matadores, seguidos pelos arqueiros, seguidos por várias outras tropas.
Aquele homem sem história merecia o investimento de 2 mil demônios nele. Talvez aquele mendigo que não damos a mínima atenção, pro diabo vale dois mil demônios. Pra Deus vale mais que o mundo inteiro. Será que nossos valores estão distorcidos?
Ajunte pra si tesouros que a traça e a ferrugem não corroem, porque onde está o seu tesouro, aí também estará o seu coração.
Me envergonho ao final deste post que escrevi pra mim mesmo em lágrimas. Sou materialista, sou egoísta e nada cristão. Como posso dizer que sigo a Cristo se não me pareço em nada com Ele? Preciso me converter.
Quem é o seu Senhor? Você tem pertencido ao seu dinheiro, bens, carreira, relacionamentos? Ou estas coisas tem servido você?
Busque as coisas lá do alto. Porque aí você terá vida e vida em abundância. Tudo te será acrescentado. Se converta junto comigo.
Que Deus tenha misericórida de mim e de você!!!

Por Daniel Simoncelos do Blog Somente a Graça
(http://www.somenteagraca.com)
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