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sábado, 28 de janeiro de 2012

Como se libertar do passado?



O que você mudaria no seu passado se tivesse uma máquina do tempo? Para por uns segundos de ler e realmente pense nisso. Pensou?
Agora, de volta à realidade, péssima notícia: não existe máquina do tempo e mesmo se existisse não seria possível voltar ao passado, de acordo com muitos respeitados cientistas.
E não precisa ser cientista para imaginar a problemática da coisa toda. Afinal, se fosse de fato possível, não seria uma grande bagunça a nossa história de vida?
Seria uma confusão, pois todos alterariam alguma coisa e provavelmente ‘desfariam’ as boas decisões nas quais você construiu a sua vida. Bem se não dá para voltar, não dá para mudar o passado. Mas e quando ele vem nos visitar, com torturantes pensamentos a ponto de não nos permitir dar um passo concreto rumo ao futuro?
Nesse caso, o que fazer com o passado?
Primeiro, temos evitar que o passado se transforme no nosso presente. Uma antiga pesquisa dizia que as pessoas vivem mais pensando no passado do que no presente. Nem precisa de pesquisa, isso acontece com a maioria de nós. Um filme, um sonho, um livro, uma circunstância é capaz de acender o estopim da nostalgia nem sempre sadia.
Uma perda, um erro fatal, uma decisão incoerente, quem sabe? Todo mundo já caiu nessa armadilha várias vezes na vida. Mas a verdade é que só perdemos energia, tempo e produtividade com isso. Ficamos patinando e não conseguimos continuar. Não valorizamos o que temos, o que conseguimos ou o que possuímos. E tudo por causa de… lembranças!
Não permita que o passado se transforme no seu presente. Valorize o seu HOJE, o que Deus quer de você HOJE e as pessoas que Deus coloca ao redor de você HOJE. (Hebreus 3.15 – 1 Reis 19.13-15 – Eclesiastes 3.1-8; 11.9; 12.1)
Segundo, ao olhar para o passado temos que exercitar o perdão. Infelizmente não podemos mudar o que erramos ou o que erraram contra nós. Pelo que sei não consta na Bíblia a história de alguém que voltou ao passado para acertar as coisas. Fez, fez. Errou, errou. Porém, Deus nos deu um recurso fantástico para lidar com o passado: o perdão.
O verdadeiro perdão tem realmente liberto pessoas do passado. Perdoar os outros, ou quem sabe até perdoar a si mesmo. E o maior exemplo disso é o próprio Deus. Ele nos perdoa e joga o nosso ‘passado’ lá no fundo do mar. (Miquéias 7.19)
Essa figura de linguagem é uma maneira de mostrar como Deus lida de maneira misericordiosa e sadia com o nosso passado, se houver arrependimento. (2 Crônicas 7.14). Não é fácil, mas peça que Deus lhe ajude a perdoar.
Terceiro, devemos lutar contra os pensamentos negativos. Só quem já enfrentou uma situação assim sabe como é torturante ficar se questionando sobre decisões de anos atrás que não foram acertadas. Todavia, ficar ‘assistindo’ em repetição infinita o filme dos erros de nossa vida pessoal não nos leva a lugar nenhum, ou melhor, leva sim, no fundo do poço.
Por isso temos que lutar contra esse tipo de pensamento invasivo. E a palavra é esta mesma, porque são pensamentos que perseguem: quando você está dirigindo, quando você toma banho, etc. Diante disso devemos pedir o auxílio de Deus em oração, entregando a Ele nossas ansiedades e pedindo que Sua paz guarde o nosso coração. (Filipenses 4.6,7) A partir desse exercício espiritual, é necessário combater os pensamentos.
Raciocinar, fazer as perguntas certas a si mesmo a fim de perceber o quanto é ilusório o pensamento de que “se minha vida fosse assim aí eu seria feliz”. Será mesmo? Haveria a ausência total de problemas? Livraria você de todos os desafios? (Lamentações 3.19-21) E a partir daí é bom raciocinar o que se pode fazer para melhorar o hoje – mas perceba que esse já é outro raciocínio, não mais ligado ao passado, mas ao presente. Portanto será produtivo. E o melhor conselheiro é o Senhor. (Salmo 16.7)
Quarto, usemos do passado para aprender. Aprender sobre si mesmo, sobre a vida, sobre Deus. Isso soa clichê, mas é a chave de uma vida saudável. O salmista que compôs o Salmo 78 faz um exercício de aprendizado do passado, destacando acertos e erros de um povo que não poderia esquecer sua história a fim de não errar no presente.
E nós temos feito esse exercício? Se acertamos no passado, é aprendizado. Se erramos, é aprendizado também. O fato é que as coisas são como são e não como ‘deveriam’ ser. Sartre dizia que “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.” Enfim, esqueça a máquina do tempo.
Peça a Deus que lhe ajude a partir de hoje desenvolver uma vida mais sadia, aproveitando melhor o que Ele tem dado a você. E lembre-se, “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. (Romanos 8:28).
Andrei de Almeida Barros - + Artigos
Casado com Fabiana Fortes, ambos pais de Isabelle. Em 1998 trabalhou como missionário em Portugal. Formou-se em Teologia (2003) pelo Seminário Presbiteriano do Sul - SPS. Pastoreia atualmente a Igreja Presbiteriana de Itatinga, SP. É fundador e editor do blog http://www.maxmode.blogspot.com
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