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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011

Retrospectiva 2011
O ano começou para os cristãos no Brasil com a ameaça de muitas leis que tramitavam no Congresso Nacional e afetariam diretamente a igreja. A igreja elegeu um número considerável de representantes que tomaram posse no inicio do ano com um desafio em mente: impedir que as leis que feriam a família e a fé cristã fossem aprovadas.


A mais desafiadora já havia sido arquivada, mas a Senadora Marta Suplicy(PT-SP) desarquivou o Projeto de Lei 122 (PL122) e o trouxe novamente a discussão. O projeto que criminaliza a opinião contra a prática homossexual ataca diretamente a igreja e fere os rudimentos da fé cristã em detrimento do direito de pregar contra a prática.

A bancada evangélica e católica entraram na discussão do Projeto, um desafio e tanto, mas conseguiu barrar o avanço do PL122 e pediu que fosse reavaliado o conteúdo do texto. Os ativistas gays não gostaram, saíram em defesa daquele que chegou a ser intitulado de “lei da mordaça gay”. Sem acordo os parlamentares cristãos se uniram e decidiram sepultar o PL, Marta Suplicy sentiu que perderia e retirou o projeto de pauta para reexame.



Ativo como defensor das causas LGBTs, Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL, se empenhou em defender seus “direitos”, ao ponto de declarar guerra aos cristãos, no Twitter Jean Wyllys chamou os cristãos de doentes, homofóbicos, preconceituosos e violentos. Pediu cadeia para pastor que pregar contra o homossexualismo, tentou calar a opinião dos cristãos, e por fim, pediu punição para as igrejas que prometem cura para os homossexuais. E surpreendentemente, apresentou-se contra o PLC 122 (Isso mesmo!). Jean Wyllys era contra o PLC apresentado por Marta Suplicy – mas por não atender todas as demandas da população LGBTs (Jean queria mais!).

Jean bateu de frente com o pastor Silas Malafaia e por várias vezes acusou o pastor de atacar homossexuais em seu programa de TV.

O pastor Silas Malafaia respondeu: chamou o ativista gay de “mentiroso de marca maior”. Respondeu as acusações de que seria homofóbico e preconceituoso, respondeu a tentativa de cassação do seu registro profissional (Silas é psicólogo). E destacou-se em meio aos deputados.
Usou mal as palavras em entrevista à Revista Época, chegou a ser motivo de chacota. Mas não desvalorizou seu trabalho como pastor evangélico e por isso foi eleito uma das 100 personalidades mais influentes do ano. Em contrapartida, manteve o segundo lutar na lista da revista gay Lado A, como inimigo “público dos gays no Brasil”, perdendo apenas para o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).
Por motivos não muito claros Silas Malafaia desligou-se da CGADB e justificou dizendo que continuaria sendo Assembleia de Deus (AD) pois comunga a mesma doutrina. E advertiu que o nome Assembleia de Deus não é propriedade de ninguém, e que usaria AD Vitória em Cristo. Este, porem, Vitória em Cristo, ele diz que é seu registrado e só o usará quem ele autorizar.
O deputado do PP do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro, sempre dono de um discurso polêmico e um tanto exagerado, foi um dos principais nomes por trás do combate a “ditadura gay”, como denominou as leis de privilégio que tramitavam no Congresso. Foi quem apelidou o Projeto Escola sem Homofobia, que visa interferir na educação familiar e sugere educar jovens do Ensino Médio a aceitarem as práticas homossexuais, de “kit gay”.
Quase teve seu mandato cassado pelo Conselho de Ética da Câmara, por questionar a sexualidade da Presidente Dilma Rousseff, que após ter impedido a distribuição do “Kit Gay”, parecia desconhecer uma segunda tentativa de promover o projeto.
A Presidente Dilma Rousseff teve que parar para ouvir o que os deputados cristãos tinham a dizer sobre as leis que privilegiariam o movimento LGBTs. E padeceu com um bombardeio de informações. Mas no final não cedeu, valorizou a família e impediu a distribuição do “kit anti-homofobia”. Foi criticada por ativistas gays ao apoiar os parlamentares da bancada evangélica, apesar de não ter sido apoiada por evangélicos nas eleições.
Foi acusada de ter mandado retirar Bíblia e crucifixo de seu gabinete no Palácio do Planalto – negou. Recebeu Bíblia de parlamentar evangélico, orou a oração do “Pai Nosso” e termina o ano com a popularidade em alta, mesmo em meio a evangélicos que no primeiro turno votaram na ex-ministra Marina Silva.
Um dos primeiros parlamentares a se opor ao PL122, oSenador Magno Malta (PR-ES), que em 2010 ocupou a primeira posição na lista de inimigos públicos dos gays no Brasil continuou a se opor ao Projeto e prometeu renunciar caso o PL122 fosse aprovado.
Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Família Brasileira, Magno se empenhou no combate a pedofilia e participou ativamente nas decisões no Senado Federal. Apoiou a Bancada Evangélica na Câmara dos Deputados, assumiu a liderança da bancada do PR no Senado, a presidência Regional do PR no Estado do Espírito Santo e destacou-se como um líder ativo diante do governo do país.
O deputado, Pastor Marco Feliciano (PSC) entrou no ranking da Revista Época como o político que mais usa as redes sociais para se comunicar com os eleitores. Mas nem sempre isso foi positivo, principalmente para um ativista cristão em seu primeiro mandato. As declarações do pastor Marco Feliciano já foram motivo de chacota no Twitter.
Marco virou destaque entre os parlamentares evangélicos protocolando um pedido de Plebiscito para saber a opinião do povo na questão do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Questionou o presidente do Conselho Federal de Psicologia, por estar fazendo partidarismo nas causas LGBTs, a pedido da Psicóloga Marisa Lobo.
Nas questões da união civil homossexual, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por unanimidade o reconhecimento da união homoafetiva. O que gerou polêmica entre os parlamentares. Na ocasião o pastor Marco Feliciano questionou o fato do Judiciário estar tomando decisões polêmicas que caberiam ao Legislativo.
Mas para o Juiz evangélico Jeronymo Villas Boas a decisão do STF foi inconstitucional e por isso ele negou o pedido feito por Odílio e Léo. Sobre enfrentar uma briga o juiz deixou claro em entrevista ao Fantástico: “Não há problema. Se o juiz tiver medo de decidir, tem que deixar a magistratura. Juiz medroso ou covarde não tem condição de vestir a toga”.
A notícia surpreendente veio da repentina ascensão e queda da ex-conferencista Lanna Holder. Pregadora que fez muito sucesso no meio pentecostal, e que se separou do esposo por causa de um romance homossexual, volta ao cenário religioso com uma proposta bombástica: Juntamente com sua companheira, a pastora Rosania Rocha, Lanna inaugurou no dia 3 de junho a Comunidade Crista Cidade de Refúgio, na cidade de São Paulo. Uma igreja inclusiva destinada ao público LGBTs.
A ex-candidata a Presidência da República Marina Silva assumiu a posição de ambientalista destaque. Com a popularidade em alta, Marina liderou campanhas contra o “Novo Código Florestal”, foi recebida em diversos programas de televisão e prestou entrevista para várias revistas.
Deixou o Partido Verde (PV), mas também deixou claro: “Deixo o PV mas não abandono a fé”. Fundou o “Movimento Por Uma Nova Política” e foi indicada para receber o prêmio Personalidade do Ano do “Prêmio de Consumo e Iniciativas Sustentáveis GreenBest 2012″.

Durante a 40ª Assembleia Geral Ordinária, opastor Samuel Câmara da Assembleia de Deus de Belém do Pará fez críticas severas contra o presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, o pastor José Wellington.
O líder da Igreja Mãe começa seu discurso mostrando sua indignação com a reunião que aconteceu na manhã daquele dia, onde foi dito que os membros da Convenção do Pará são desviados, bandalheiros e arruaceiros. Ele então pede para que o presidente prove essas acusações na próxima reunião.
Câmara também denuncia que as convenções estaduais que apóiam outros candidatos pra disputarem as eleições na CGADB passam a não ter apoio dos aliados do presidente reeleito, José Wellington. As últimas palavras do pastor Samuel Câmara são: O poder dos senhores não é eterno!
                                                  
José Wellington lidera a CGADB desde 1987, eleito por sete vezes, ele diz que não dá nenhum passo fora da direção de Deus. Em resposta as afirmações e acusações o presidente disse que o que seus adversários querem é a direção da Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD).



O Centenário da Assembleia de Deus no Brasil foi comemorado em todo o país, mas os eventos que aconteceram na cidade de Belém (PA) expunha o racha no ministério. De um lado a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB) que organizou no dia 10 de junho, com vários pastores presentes, menos o líder da igreja-mãe, o pastor Samuel Câmara.
Do outro lado a AD de Belém, que também organizou uma festa, nos dias 16, 17 e 18 de junho. Os motivos ter acontecido duas comemorações são muitos, mas o mais visível, a disputas políticas entre os pastores Samuel Câmara e José Wellington Bezerra da Costa. Eles concorreram às eleições da presidência da CGADB e José Wellington saiu vencedor.
Mas apesar de toda a polêmica dizendo que a festa realizada pela CGADB era uma forma de boicotar as comemorações organizadas pela igreja-mãe, o pastor Samuel Câmara, presidente da igreja centenária, esteve presente no culto que marcou a abertura das comemorações pelo Centenário da AD no Brasil, organizado pela CGADB.
O pastor Caio Fábio foi condenado pela Justiça Eleitoral por ter participado do chamado “dossiê Cayman”, um documento criado em 1998 para incriminar a cúpula do PSDB. Caio Fábio foi o único condenado, a Justiça entendeu que ele é o responsável por elaborar e divulgar o documento. Sua condenação é pelo crime de calúnia, agravado por ter envolvido o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.
Declarações infelizes e opiniões absurdas marcaram 2011. Em especial as declarações do Pastor da Assembleia de Deus Betesda, Ricardo Gondim, que foi intitulado o “herege do ano”, por pastores e teólogos que criticaram as declarações de Gondim. A primeira delas, “Deus nos livre de um Brasil evangélico”, se não bastasse o pastor declarou-se a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo e em entrevista declarou: “Nem todas as relações homossexuais são promíscuas”. Isto já era suficiente para lhe render o posto de “herege do ano”, mas Gondim queria mais, então em um vídeo polêmico o pastor negou a volta de Cristo e chamou de “utopia”, consagrando-se assim o pastor “herege do ano”.
       

Mas não foi só Gondim que consagrou-se em meio a declarações polêmicas, o Bispo Edir Macedo foi outro grande fenômeno das declarações absurdas. O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, dono da Rede Record tirou o ano para atacar pentecostais. Em seu blog Edir Macedo fez comparações entre o Movimento Pentecostal e um Centro Espírita, recebeu respostas de todos os lados. Em novas declarações chamou as manifestações pentecostais de manifestações do “antiespírito santo” e disse que 99% dos cantores gospel são endemoniados. E foi acusado de pregar o espiritismo.
                                

Entre as declarações e envolvimentos com seitas, o Bispo Manoel Ferreira,presidente do Ministério Madureira, teve seu nome envolvido com o do reverendo Moon, ou Sun Myung Moon, que se auto intitulou Novo Messias, fundando assim a seita chamada Igreja da Unificação. O aspecto mais confuso dos ensinamentos de Moon é que Jesus falhou na cruz e Moon seria o messias final, que terminaria a obra divina na terra. Como o nome indica, a Igreja da Unificação deseja unificar todas as religiões, consideradas boas por ele.
            
O momento religioso no mundo serviu para elaboração de campanhas publicitárias que deram o que falar. Em uma delas o grupo italiano Benetton divulgou fotomontagens com líderes mundiais se beijando. As imagens, que mostram beijos entre líderes mundiais como a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy, circularam rapidamente em portais de notícias e redes sociais, mastambém foram alvo de críticas. A campanha também foi condenada pelo Vaticano, que qualificou a fotomontagem de um beijo entre o Papa Bento XVI e o Imã sunita egípcio Ahmed el Tayeb como “uma grave falta de respeito com o papa” e “uma ofensa aos sentimentos dos fiéis”.
Outra campanha polêmica foi da empresa Concorrência 1 Eventos e Promoções, que apresento a “Última Ceia” com a imagem das candidatas ao concurso Miss Bumbum Brasil 2011. Ao todo 27 candidatas, representando cada estado do Brasil e o Distrito Federal, recriaram a imagem da tela “A última ceia”, de Leonardo da Vinci, para o convite do concurso que acontece em São Paulo. O convite, além de apresentar a foto com as candidatas como se fosse a pintura de Da Vinci, trouxeo chamado: “Elas parecem, mas nem todas são santas nesta ceia”.
Perdemos David Wilkerson, fundador da Igreja de Times Square em Nova York, e autor de livros conhecidos como “A Cruz e o Punhal”. Pastor Wilkerson passou a primeira parte do seu ministério, aproximando-se de membros de gangues e viciados em drogas em Nova Iorque, como disse em seu livro, o best-seller A Cruz e o Punhal.
O Rev. David estava na estrada I 175 no Texas quando tentou uma ultrapassagem e teve seu carro atingido por uma carreta na direção oposta.
Seus sermões denunciando o mundanismo e as falsas manifestações espirituais na igreja são famosos. Uma voz profética foi silenciada.
No esporte, o jogador evangélico Borges fechou o ano como goleador isolado do brasileirão, com 23 gols. O companheiro Neymar, também evangélico, destacou-se como promessa do futebol brasileiro. Já o jogador Kaká teve um ano sem muito brilho e suas entrevistas foram mais relacionadas a Igreja Renascer, que entrou em decadência no ano de 2011.
Coroline Célico, esposa do jogador, lançou CD solo e participou de vários programas de entrevista, mas diante de suas respostas deixou transparecer a mágoa com a igreja.
Enquanto que Justin Bieber, astro da música e evangélico declarado, teve seu nome envolvido em um escândalo. Uma jovem fã acusou o astro de ter mantido relação sexual com ela e em consequência ela engravidou e teria tido um filho do fenômeno. Justin negou e na hora do exame de DNA a jovem sumiu. Mas a jovem apareceu, teria retirado o processo contra o astro, um ex-namorado queria provar que o filho era dele.
No Irã o pastor Yousef Nadarkhani foi condenado a morte por afirmar sua fé em Jesus Cristo e de acordo com a Sharia (lei islâmica) ele foi condenado pelo crime de apostasia (abandonar o islamismo) e sentenciado a morte por enforcamento.

Já o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, foi chamado de “anticristo” e respondeu dizendo que “Jesus é o Senhor”.

Fonte:http://www.overbo.com.br/retrospectiva-2011/
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